Auditoria e reparo autônomo de um território de código, por 5 agentes em paralelo — agora com barra executável, e com um critério de parada que mede resultado em vez de esforço.
Você aponta o mandato para um repositório e sai de perto: cinco agentes com posse exclusiva de arquivo inventariam o território, auditam o próprio domínio contra um conjunto de leis, reparam pela fila, provam o trabalho um do outro, e fecham com relatório — parando quando o território passa a barra, não quando as etapas acabam.
O que a v2 muda em relação à v1. A v1 parava em “90 de 90 etapas executadas”, que mede esforço. A v2 para em invariantes verdes + cobertura ≥ piso + gate binário. As 90 etapas continuam existindo — viraram orçamento, não critério.
Quatro condições, todas necessárias.
[A#-E##]. Repositório de cliente com fluxo de aprovação não serve.| Situação | Por que encaixa |
|---|---|
| Sistema em produção há meses, com dívida conhecida e não catalogada | A fase II existe justamente para transformar “eu sei que tem coisa errada” em fila priorizada com evidência |
| Depois de um incidente, para varrer a mesma classe de defeito no resto do território | A cicatriz do incidente vira asserção executável e os cinco agentes varrem as próprias superfícies |
| Antes de entregar o território para outra pessoa | O fecho produz retrato, placar sem híbrido e fila restante com dono por item |
| Auditoria periódica de um sistema que ninguém tocou por um trimestre | Frescor, procedência e caches invalidando são exatamente os domínios de A1 e A2 |
Esta seção vale mais que a anterior. O custo de rodar o mandato onde ele não cabe é alto e silencioso.
A lei mais forte do mandato original diz que gancho que nunca barrou não está provado. A v2 apenas vira essa lei contra o próprio conjunto de leis.
Toda lei do território ocupa um de dois estados, e a página inteira usa esses dois marcadores:
| Estado | O que significa |
|---|---|
| Texto | A lei existe escrita. Alguém precisa lembrar dela, ler, e concordar que foi cumprida. Não conta na cobertura. |
| Gate | A lei tem um comando que a verifica e um fixture negativo contra o qual esse comando já foi visto reprovando. Conta. |
Partindo de L-EPIST — “não medido é null e travessão, jamais zero”:
ID L-EPIST-03 ASSERCAO nenhum campo de /api/<recurso> devolve 0 para ausencia COMANDO pytest tests/leis/test_epist_03.py FIXTURE- fixtures/neg/epist_03_zero_em_ausencia.json NEGATIVO o teste TEM de reprovar contra ela ULTIMA 2026-08-30 BARRADA
Sem COMANDO, a lei é Texto. Com comando e sem fixture negativo, ela é um teste que talvez nunca tenha reprovado nada — o que, pela própria L-PROVA, não é prova.
Como um achado entra na fila — e por que refutação deixou de ser opinião.
O ponto cego da v1: a fila de reparos nasce da autoavaliação dos mesmos cinco agentes que vão executá-la. Se os cinco concordarem em não enxergar algo, esse algo não existe no ciclo inteiro. A primeira tentativa de correção foi um sexto agente refutador — e foi recusada com razão: refutador tirado do mesmo pool, lendo o mesmo documento, herda o viés que deveria quebrar.
A correção que ficou não usa agente nenhum:
Achado só entra na fila acompanhado de reprodutor — um comando que falha hoje e vai passar depois do reparo. Sem reprodutor, não é achado.
“O scanner parece lento no mobile e o layout salta quando o dado chega.”
→ SUSPEITAS.md · não some, não entra na fila, não consome slot
A página X em 390px: CLS 0,31 contra orçamento de 0,10.
npm run cls -- <pagina> 390 → falha hoje
→ FILA · lei L-DOM · vira slot de reparo
O critério deixa de ser “outro agente concordou” e passa a ser “o comando reprovou”. E compõe com o degrau 0: o reprodutor roda ali na passada seguinte, e quando ele passa, o reparo está provado sem ninguém opinar.
Suspeita não é descarte. Ela vira achado no instante em que alguém escreve o reprodutor — inclusive o próprio agente, na rodada seguinte. A diferença é que aí ele gastou orçamento para provar, não para argumentar.
A cobertura é o número que autoriza a mecânica nova:
COBERTURA = leis com comando E fixture negativo
-----------------------------------
TOTAL de leisAbaixo de 2/3, é proibido discutir rodada, laço ou piso: o ciclo roda como a v1 e toda a folga vai para instrumentação. O número entra no relatório ao lado do veredito.
O portão precisa do próprio teto, senão ele tem exatamente o defeito que existe para evitar — medir e voltar a instrumentar “até passar” é laço sem limite:
passou de 2/3 -> segue para a mecanica nova nao passou, 1a passada -> volta a instrumentar nao passou, 2a passada -> as restantes viram MANUAL declarada (MOTIVO · DONO · CADENCIA) -> a decisao de seguir ou assumir v1 permanente e do dono
MANUAL continua no denominador. É o que impede gamificar o número declarando tudo manual até a cobertura “passar”.
Consequência que decorre disso e vale estar escrita: território com muitas leis genuinamente não-automatizáveis fica em v1 permanente, porque a cobertura nunca cruza 2/3. Isso é honesto — se dois terços da barra não são mecanizáveis, o laço não tem o que testar. Mas alguém vai olhar o número travado em 58% e achar que é falha de execução, quando é propriedade do território.
| Ponto | v1 | v2 |
|---|---|---|
| Critério de parada | 90 de 90 etapas executadas | Invariantes verdes + cobertura ≥ piso + gate binário. As 90 etapas viram orçamento |
| Barra | Leis escritas + fila derivada da autoavaliação dos executores | Leis como asserções executáveis com fixture negativo; fila derivada dos FAIL |
| Entrada na fila | Achado com evidência | Achado com reprodutor que falha hoje. Sem reprodutor, vira suspeita registrada |
| Degrau 0 | E03 mede o baseline | E03 mede e barra: reprovou, nenhum agente é chamado |
| Posse de arquivo | Regra escrita no documento | Pre-commit conferindo [A#-E##] contra o mapa — com fixture negativo próprio |
| Regressão | Volta para a fila | git revert do commit, e voltam dois itens: o defeito e o gancho que o deixou passar |
| Fila maior que o orçamento | Não definido | Consome por prioridade e o relatório abre com a cobertura: “34 de 80 (42%)” |
| Modelo por papel | Não mencionado | Extração e lente objetiva no barato; gate, veto e consolidação no forte |
| Portabilidade | “Único bloco editável” | Dois: parâmetros e cicatrizes, estas com forma fixa |
A instrumentação vem antes da mecânica. Os passos 5 não se aplicam enquanto o passo 4 não liberar.
1. degrau 0 · trava de posse · cicatrizes em bloco proprio baratos, sem dependencia, ganho imediato 2. protocolo de reversao + cobertura parcial declarada custo ~zero, fecham buraco ja reconhecido 3. leis viram assercoes com fixture negativo o trabalho grande 4. MEDIR a cobertura <- o portao, com teto de 2 passadas 5. criterio de parada · gate de reprodutor · laco com teto em tokens · modelo por papel
Entram na seção 0.2 do mandato, no formato das demais.
L-BARRA lei sem assercao executavel e texto; assercao sem fixture negativo nao esta provada. Cobertura de leis e numero de relatorio, e abaixo de 2/3 nao se discute mecanica. L-REPRO achado sem reprodutor que falha hoje nao entra na fila — vira suspeita registrada. Refutacao e comando, nunca opiniao.