Emenda v3 · consolidada 2026-09-01 Para ratificação de L. Dias

Mandato Padrão v2

Auditoria e reparo autônomo de um território de código, por 5 agentes em paralelo — agora com barra executável, e com um critério de parada que mede resultado em vez de esforço.

Base
Mandato v1 — L. Dias
Emenda
v3 — Clau / Obralivre
Pré-requisito
Cobertura ≥ 2/3
Estado
Diff aceito, não aplicado

§ 1Em uma frase

Você aponta o mandato para um repositório e sai de perto: cinco agentes com posse exclusiva de arquivo inventariam o território, auditam o próprio domínio contra um conjunto de leis, reparam pela fila, provam o trabalho um do outro, e fecham com relatório — parando quando o território passa a barra, não quando as etapas acabam.

O que a v2 muda em relação à v1. A v1 parava em “90 de 90 etapas executadas”, que mede esforço. A v2 para em invariantes verdes + cobertura ≥ piso + gate binário. As 90 etapas continuam existindo — viraram orçamento, não critério.

§ 2Quando se aplica

Quatro condições, todas necessárias.

Situações típicas

SituaçãoPor que encaixa
Sistema em produção há meses, com dívida conhecida e não catalogadaA fase II existe justamente para transformar “eu sei que tem coisa errada” em fila priorizada com evidência
Depois de um incidente, para varrer a mesma classe de defeito no resto do territórioA cicatriz do incidente vira asserção executável e os cinco agentes varrem as próprias superfícies
Antes de entregar o território para outra pessoaO fecho produz retrato, placar sem híbrido e fila restante com dono por item
Auditoria periódica de um sistema que ninguém tocou por um trimestreFrescor, procedência e caches invalidando são exatamente os domínios de A1 e A2

§ 3Quando não se aplica

Esta seção vale mais que a anterior. O custo de rodar o mandato onde ele não cabe é alto e silencioso.

§ 4A ideia central: texto contra gate

A lei mais forte do mandato original diz que gancho que nunca barrou não está provado. A v2 apenas vira essa lei contra o próprio conjunto de leis.

Toda lei do território ocupa um de dois estados, e a página inteira usa esses dois marcadores:

EstadoO que significa
TextoA lei existe escrita. Alguém precisa lembrar dela, ler, e concordar que foi cumprida. Não conta na cobertura.
GateA lei tem um comando que a verifica e um fixture negativo contra o qual esse comando já foi visto reprovando. Conta.

Uma lei virando gate, na prática

Partindo de L-EPIST — “não medido é null e travessão, jamais zero”:

ID        L-EPIST-03
ASSERCAO  nenhum campo de /api/<recurso> devolve 0 para ausencia
COMANDO   pytest tests/leis/test_epist_03.py
FIXTURE-  fixtures/neg/epist_03_zero_em_ausencia.json
NEGATIVO  o teste TEM de reprovar contra ela
ULTIMA    2026-08-30
BARRADA

Sem COMANDO, a lei é Texto. Com comando e sem fixture negativo, ela é um teste que talvez nunca tenha reprovado nada — o que, pela própria L-PROVA, não é prova.

§ 5O reprodutor

Como um achado entra na fila — e por que refutação deixou de ser opinião.

O ponto cego da v1: a fila de reparos nasce da autoavaliação dos mesmos cinco agentes que vão executá-la. Se os cinco concordarem em não enxergar algo, esse algo não existe no ciclo inteiro. A primeira tentativa de correção foi um sexto agente refutador — e foi recusada com razão: refutador tirado do mesmo pool, lendo o mesmo documento, herda o viés que deveria quebrar.

A correção que ficou não usa agente nenhum:

Achado só entra na fila acompanhado de reprodutor — um comando que falha hoje e vai passar depois do reparo. Sem reprodutor, não é achado.

Sem reprodutor

“O scanner parece lento no mobile e o layout salta quando o dado chega.”

→ SUSPEITAS.md · não some, não entra na fila, não consome slot

Com reprodutor

A página X em 390px: CLS 0,31 contra orçamento de 0,10.

npm run cls -- <pagina> 390 → falha hoje

→ FILA · lei L-DOM · vira slot de reparo

O critério deixa de ser “outro agente concordou” e passa a ser “o comando reprovou”. E compõe com o degrau 0: o reprodutor roda ali na passada seguinte, e quando ele passa, o reparo está provado sem ninguém opinar.

Suspeita não é descarte. Ela vira achado no instante em que alguém escreve o reprodutor — inclusive o próprio agente, na rodada seguinte. A diferença é que aí ele gastou orçamento para provar, não para argumentar.

§ 6Cobertura, e o teto do próprio portão

A cobertura é o número que autoriza a mecânica nova:

COBERTURA = leis com comando E fixture negativo
            -----------------------------------
                    TOTAL de leis

Abaixo de 2/3, é proibido discutir rodada, laço ou piso: o ciclo roda como a v1 e toda a folga vai para instrumentação. O número entra no relatório ao lado do veredito.

O portão precisa do próprio teto, senão ele tem exatamente o defeito que existe para evitar — medir e voltar a instrumentar “até passar” é laço sem limite:

passou de 2/3          -> segue para a mecanica nova
nao passou, 1a passada -> volta a instrumentar
nao passou, 2a passada -> as restantes viram MANUAL declarada
                          (MOTIVO · DONO · CADENCIA)
                       -> a decisao de seguir ou assumir
                          v1 permanente e do dono

MANUAL continua no denominador. É o que impede gamificar o número declarando tudo manual até a cobertura “passar”.

Consequência que decorre disso e vale estar escrita: território com muitas leis genuinamente não-automatizáveis fica em v1 permanente, porque a cobertura nunca cruza 2/3. Isso é honesto — se dois terços da barra não são mecanizáveis, o laço não tem o que testar. Mas alguém vai olhar o número travado em 58% e achar que é falha de execução, quando é propriedade do território.

§ 7O que muda, item a item

Pontov1v2
Critério de parada90 de 90 etapas executadasInvariantes verdes + cobertura ≥ piso + gate binário. As 90 etapas viram orçamento
BarraLeis escritas + fila derivada da autoavaliação dos executoresLeis como asserções executáveis com fixture negativo; fila derivada dos FAIL
Entrada na filaAchado com evidênciaAchado com reprodutor que falha hoje. Sem reprodutor, vira suspeita registrada
Degrau 0E03 mede o baselineE03 mede e barra: reprovou, nenhum agente é chamado
Posse de arquivoRegra escrita no documentoPre-commit conferindo [A#-E##] contra o mapa — com fixture negativo próprio
RegressãoVolta para a filagit revert do commit, e voltam dois itens: o defeito e o gancho que o deixou passar
Fila maior que o orçamentoNão definidoConsome por prioridade e o relatório abre com a cobertura: “34 de 80 (42%)”
Modelo por papelNão mencionadoExtração e lente objetiva no barato; gate, veto e consolidação no forte
Portabilidade“Único bloco editável”Dois: parâmetros e cicatrizes, estas com forma fixa

§ 8Ordem de execução

A instrumentação vem antes da mecânica. Os passos 5 não se aplicam enquanto o passo 4 não liberar.

1. degrau 0 · trava de posse · cicatrizes em bloco proprio
   baratos, sem dependencia, ganho imediato

2. protocolo de reversao + cobertura parcial declarada
   custo ~zero, fecham buraco ja reconhecido

3. leis viram assercoes com fixture negativo
   o trabalho grande

4. MEDIR a cobertura        <- o portao, com teto de 2 passadas

5. criterio de parada · gate de reprodutor · laco com
   teto em tokens · modelo por papel

§ 9Duas leis novas

Entram na seção 0.2 do mandato, no formato das demais.

L-BARRA   lei sem assercao executavel e texto; assercao sem
          fixture negativo nao esta provada. Cobertura de leis
          e numero de relatorio, e abaixo de 2/3 nao se
          discute mecanica.

L-REPRO   achado sem reprodutor que falha hoje nao entra na
          fila — vira suspeita registrada. Refutacao e
          comando, nunca opiniao.